Dualidade


Dualidade 

Em meus lábios surge um triste sorriso 
Que exala agonia e solidão apenas ... 
Dormir no silêncio da minha alma como cenas 
Que outrora era parte de um paraíso. 

Às vezes, lembranças e serenas 
Tornam-se suspiros negros, e é preciso 
Olvidá-las para ver sobre riso 
Do passado lágrimas de eternas penas. 

Meu coração pálido chora na treva 
Por não deslizar o Amor que me leva 
Para o interior mais profundo do inferno. 

Eis uma dualidade atrativa da existência: 
O encanto sublime que traz decadência, 
E a paz decadente que faz amor. 

Renan Caíque

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